Houve um tempo que eu, como toda adolescente besta, tinha frios no estômago fazendo a lista para o ano seguinte... Me preocupava um tanto com a cor que viraria, com todas as simpatias, e com a simpatia. Nessa época eu esperava coisas. Há 10 anos atrás eu achava que dali 10 anos minha vida ía ser totalmente diferente do que é.
tintin mais um ciclo que se repete, digo, que se inicia. arrrrrout! ai, desculpem...
Prezadíssimos ouvintes
(Itamar Assumpção e Domingos Pellegrini – Introdução: Paulo Leminski)
O novo não me choca mais
Nada de novo sob o sol
O que existe é o mesmo ovo de sempre
Chocando o mesmo novo
Muito prazer
Prezadíssimos ouvintes
Pra chegar até aqui tive que ficar na fila
Agüentar tranco na esquina e por cima lotação
Noite e aqui tô eu novo de novo
Com vinte e quatro costelas
O jogo baixo, guitarras, violão e percussão e vozes
Ligadas numas tomadas elétricas e pulmão
Já cantei num galinheiro
Cantei numa procissão
Cantei ponto de terreiro
Agora quero cantar na televisão
Meu irmão o negócio é o seguinte
É pura briga de foice
Um jogo de empurra empurra
Facão tiro chute murro
Chamam mãe de palavrão
Sorte não haver o que segure
Som senhores e senhores
Mas quem é que me garante
Que mesmo esses microfones
Sempre funcionarão?
Cantei tal qual seresteiro
Cantei paixão, solidão
Cantei canto de guerreiro
Agora quero cantar na televisão
Um comentário:
Ao Velho sempre Novo - Itamar
conheci o velho que trabalha na caverna e confirmei que ele realmente é cego e seus olhos flamejam de vermelho sempre lá naquela eterna busca de colher elixir dos demônios xixi dos morcegos para fabricar antídoto contra o sono e logo percebi que o ancião não congrega nem com o sol do meio dia nem com os usuários do plano alto central pois a sua coisa esta mais para gaivotas e outros corpos diplomáticos estendidos pelo equador.
certa vez por acaso ouvi sua canção spiritual carregada de presságios bem ao estilo de uma certa fusão da pedra marítima com o grande assunto – itamarassumtão - sons de murmúrios sons com frescor de madrugadas e montanhas que falavam assim:
Lua
redonda
Lua
sorria
com dentes
de sonrisal
borbulhe
a branca
espuma
do meu
ácido Sol
no silencio do vale em comunhão com a chuva o seu lamento rasgava entre as arvores com as dores de uma ferida acesa
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